Da Série Poemas no Ônibus – pt.1

Dizem que não sou romântico
Essa é a mais grave mentira
Vivo sonhando acordado

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super market alternatives

Eu quase fico doente no super mercado. quando eu tiver a minha casa e fizer as minhas compras vou evitar ao máximo ir ao super mercado. Só tem gente estranha, a começar pela maioria dos funcionários. Mas o que me fascina e prende a minha atenção é o tipo de gente que tu encontra lá e os casais inusitados que tu vê carregando carrinhos.

Tem gente de tudo que é tipo: a gorda que se acha gostosa, o nerd, a mulher que apanha do marido, o marido que é macho só com a mulher, as senhoras que tentam deixar bem claro que são chiques. Tem cara de Zaffari, mas vai no Carrefour. Tem aquele cara que tu vê, tu vê bem que tentou se arrumar: blusa preta, casaco de couro falso marrom (fininho), jeans claro e um tênis batido de jogar futebol. Sem esquecer em casa o crucifixo de prata por cima daquela blusa preta…de gola alta.

Um verdadeiro amante latino.

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Sempre Que Eu Paro E Penso

Eu, na minha condição de cidadão, quero ganhar dinheiro e consumir, fazer a roda do capitalismo girar. Gerar empregos, pagar impostos (não) e ser alguém.

A pressão é tão grande que quando a gente tá perto de conseguir o que quer acaba se desesperando. Acho que sou o primeiro aonde eu estudo a fechar quase três anos de estudos e não fazer um estágio na área. Fica todo mundo achando que tu é incapaz, preguiçoso e não quer nada com nada. É o que eu pensaria, pelo menos. Mas infelizmente não é assim. Currículos e mais currículos, horários que não fecham, cursos que eu preciso fazer e é sempre uma epopéia pra conseguir. Ainda bem que eu não desisto e vou trabalhar com outra coisa qualquer. É a vontade de ser alguém – sem o tom irônico do começo, não tô falando de ser alguém pro mercado.

Mas o que eu vou ser? Acho que a maior angústia de todas, de qualquer pessoa que quer um pouco mais é fazer algo que dure além de sua existência (não tô falando de filho). Eu já devia ter 1/3 do caminho percorrido, mas parece que recém tô abrindo a porta pra dar o primeiro passo.

Três anos pra levantar do sofá e caminhar em direção a porta.

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pequena observação anti-minimalista

Um site limpo. Fundo branco, fontes em tons de cinza.

Um signo no centro, topo com quatro palavras, parte inferior com outras quatro categorias.

Um menuzinho do lado direito pra descontrair (é minimalista: tem que quebrar paradigmas, blz?).

fuck minimalism.

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Aline

Bah, tá dando aquele especial global de fim de ano chamado Aline. Eu não fiquei esperando pra ver…tava no PC com a TV ligada, terminou a novela e começou isso. Muito palha. O trio principal é tenebroso.

Pegaram um quadrinho tri e tentaram fazer um negócio cool e descolado, mas parece Malhação com 20 anos. Muito certinho por baixo da roupagem moderninha e rebelde. Querem ganhar a “galerinha antenada” nas referências.

Tocou CSS (com direito a cenas ridículas na tentativa de fazer um clipe pra Alalala), Amy Winehouse e agora ta tocando Amy Winehouse de novo (Back To Black nas duas vezes), personagens em cima do prédio, dançando de novo… e acabou.

Duas palavras: Malhação Universitário.

Tomara que não vire seriado.

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Sexta com jeitão de sábado

Ontem a festa foi muito boa. Encheu de gente e superou as minhas expectativas. O Renan tava meio nervoso antes, eu até que não; estive nervoso a semana toda, menos na última hora. Ví umas pessoas na frente e isso me tranqüilizou.
Pois é, antes eu costumava tocar, agora coloco sonzinho pro pessoal dançar. Caí pra segunda divisão.

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woody woodpecker – the barber of seville

muito engraçado né? =]

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Estudos sobre a localização da comédia em uma cena de aparente risada difícil

Primeira situação:

Um prisioneiro político está sendo torturado; durante a tortura ele descobre que é masoquista. Os funcionários do departamento de inteligência não podem matá-lo.

Cadê a graça? Como sair dessa?

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Fim.

Os dois amigos, caminhando no centro. Na calçada. Calçada com espaço para quatro pessoas. Rua estreita, para apenas dois carros, um em cada mão. Caminhavam rente um muro de uma escola.

Amigo – que droga. Se não der o que quero, vai (ter que) ser comércio mesmo.

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Não era o dia dele, Xerife

- Como assim? Eu tenho que saber o que eles lêem, que tipo de coisa estão colocando na cabeça. Tu sabe como é, de repente eles crescem e quando tu vê tu não educou direito e eles começam a fazer coisas que tu não aprova; daí tu te dá conta de que na verdade foram os livros que os educaram. E eu sei que eles são inteligentes, mas vai saber que tipo idéias tortas brotam na cabeça deles. Um dia meu filho sai por aí agarrando outro rapaz e eu nem sei por quê. E não há nada que eu possa fazer em relação a isso porque quando isso acontecer já vai ser tarde demais pra mim e pra ele.

Esse papo de liberade; pra mim é papo furado. Não acredito em liberdade. Não na idade em que eles estão.

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