Sempre Que Eu Paro E Penso

•Setembro 2, 2009 • 1 Comentário

Eu, na minha condição de cidadão, quero ganhar dinheiro e consumir, fazer a roda do capitalismo girar. Gerar empregos, pagar impostos (não) e ser alguém.

A pressão é tão grande que quando a gente tá perto de conseguir o que quer acaba se desesperando. Acho que sou o primeiro aonde eu estudo a fechar quase três anos de estudos e não fazer um estágio na área. Fica todo mundo achando que tu é incapaz, preguiçoso e não quer nada com nada. É o que eu pensaria, pelo menos. Mas infelizmente não é assim. Currículos e mais currículos, horários que não fecham, cursos que eu preciso fazer e é sempre uma epopéia pra conseguir. Ainda bem que eu não desisto e vou trabalhar com outra coisa qualquer. É a vontade de ser alguém – sem o tom irônico do começo, não tô falando de ser alguém pro mercado.

Mas o que serei eu? Acho que a maior angústia de todas, de qualquer pessoa que quer um pouco mais é fazer algo que dure além de sua existência (não tô falando de filho). Eu já devia ter 1/3 do caminho percorrido, mas parece que recém tô abrindo a porta pra dar o primeiro passo.

Três anos pra levantar do sofá e ir em direção a porta.

pequena observação anti-minimalista

•Julho 1, 2009 • Deixe um comentário

Um site limpo. Fundo branco, fontes em tons de cinza.

Um signo no centro, topo com quatro palavras, parte inferior com outras quatro categorias.

Um menuzinho do lado direito pra descontrair (é minimalista: tem que quebrar paradigmas, blz?).

fuck minimalism.

Aline

•Dezembro 31, 2008 • 1 Comentário

Bah, tá dando aquele especial global de fim de ano chamado Aline. Eu não fiquei esperando pra ver…tava no PC com a TV ligada, terminou a novela e começou isso. Muito palha. O trio principal é tenebroso.

Pegaram um quadrinho tri e tentaram fazer um negócio cool e descolado, mas parece Malhação com 20 anos. Muito certinho por baixo da roupagem moderninha e rebelde. Querem ganhar a “galerinha antenada” nas referências.

Tocou CSS (com direito a cenas ridículas na tentativa de fazer um clipe pra Alalala), Amy Winehouse e agora ta tocando Amy Winehouse de novo (Back To Black nas duas vezes), personagens em cima do prédio, dançando de novo… e acabou.

Duas palavras: Malhação Universitário.

Tomara que não vire seriado.

Sexta com jeitão de sábado

•Dezembro 20, 2008 • Deixe um comentário

Ontem a festa foi muito boa. Encheu de gente e superou as minhas expectativas. O Renan tava meio nervoso antes, eu até que não; estive nervoso a semana toda, menos na última hora. Ví umas pessoas na frente e isso me tranqüilizou.
Pois é, antes eu costumava tocar, agora coloco sonzinho pro pessoal dançar. Caí pra segunda divisão..heheh. É massa ver o pessoal dançando pra caralho, mas eu gosto da energia de estar em cima do palco e descer o braço.

O jeito é fazer banda de um homem só, já que é difícil parceria até pra formar uma dupla.

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Tô terminando de ler The Catcher in The Rye e é muito bom. O Caulfield é o maior cínico, reclama de todo mundo, mas não passa de uma criança. Tenta se virar, fazer suas coisas..pode ser que ele tenha problemas no futuro, mas vai saber. Acho que o que acontece faz parte do caminho.

Promessa: vou pensar melhor e vou escrever sobre o livro durante as férias.

woody woodpecker – the barber of seville

•Novembro 20, 2008 • Deixe um comentário

muito engraçado né? =]

Estudos sobre a localização da comédia em uma cena de aparente risada difícil

•Setembro 26, 2008 • 1 Comentário

Primeira situação:

Um prisioneiro político está sendo torturado; durante a tortura ele descobre que é masoquista. Os funcionários do departamento de inteligência não podem matá-lo.

Cadê a graça? Como sair dessa?

Fim.

•Setembro 23, 2008 • Deixe um comentário

Os dois amigos, caminhando no centro. Na calçada. Calçada com espaço para quatro pessoas. Rua estreita, para apenas dois carros, um em cada mão. Caminhavam rente um muro de uma escola.

Amigo – que droga. Se não der o que quero, vai (ter que) ser comércio mesmo.

Não era o dia dele, Xerife

•Setembro 10, 2008 • 1 Comentário

- Como assim? Eu tenho que saber o que eles lêem, que tipo de coisa estão colocando na cabeça. Tu sabe como é, de repente eles crescem e quando tu vê tu não educou direito e eles começam a fazer coisas que tu não aprova; daí tu te dá conta de que na verdade foram os livros que os educaram. E eu sei que eles são inteligentes, mas vai saber que tipo idéias tortas brotam na cabeça deles. Um dia meu filho sai por aí agarrando outro rapaz e eu nem sei por quê. E não há nada que eu possa fazer em relação a isso porque quando isso acontecer já vai ser tarde demais pra mim e pra ele.

Esse papo de liberade; pra mim é papo furado. Não acredito em liberdade. Não na idade em que eles estão.

6, 8 ou 10 anos pra sempre.

•Julho 26, 2008 • Deixe um comentário

O sábado era de um dia cinzento. Perfeito se visto do estacionamento onde ele estava: sem prédios em volta; vista livre pro céu. Ele no banco do carona, o pai na direção. De repente começou a apreciar tudo aquilo que compunha a imagem: a fila enorme pra sair do estacionamento (a cancela tinha estragado), o guarda recolhendo os tickets, tráfego na rua que estava a frente, fora do estacionamento. Era um estacionamento de supermercado. Aquele clima era todo de infância: daqueles sábados que não tinham fim. Era muito triste, mas era muito bonito. Ele, habilidosamente, sabia como curtir o sabor daquele dia, tentava sentir-se como quando era pequeno, tentando desesperadamente resgatar emoções daquele tempo bom. Duns tempos pra cá vinha procurando demasiadamente referências da infância, algo em que pudesse se agarrar, fugir do futuro. Fugir do presente. Estava com 20 anos, completados esse ano. A imagem que tinha de si mesmo era um quadro com ele de costas em primeiro plano e um enorme descampado a sua frente. Talvez esperando nascer alguma árvore. Ou talvez uma cena de algo que andava passando na cabeça dele durante esses dias. Algo que martelava, mas que também era muito incerto pra se arriscar. Foda-se, ele tem que tentar.

Eu sinceramente não sei.

Fugir do futuro? Se esconder do futuro? Fugir do presente? No momento ele tenta se esconder do presente e tenta adiar o futuro. Pra que isso? Ele só não queria ter que escolher, ele só queria continuar tendo 6, 8 ou 10 anos pra sempre.

era talvez um sábado 19/07/08

Sucesso

•Julho 17, 2008 • Deixe um comentário

http://cristianomachado.wordpress.com/2007/04/19/noveeenta-e-quatro-quilos-voce-usa-magrins-certo/

Dá uma olhadinha nisso e olha o que aconteceu. Ninguém sacou o espírito da coisa.

Será que quem comenta lá não sabe ler? O post é sobre a tosqueira que é a propaganda do Magrins, mas as pessoas comentam querendo tirar dúvidas e dando depoimentos sobre o produto. ahahahhah

E eu nem uso mais aquele blog!

Hilário! Mas também é triste, porque só visitam aquilo. Sou escritor e leitor deste blog aqui. As únicas 4 visitas recebidas em um dia da semana passada foram minhas. =|